A radiofrequência é uma tecnologia estética não invasiva que promove aquecimento controlado da derme, estimulando a remodelação do colágeno e melhora da firmeza da pele.
A busca por tratamentos para flacidez tem crescido rapidamente. Segundo levantamento divulgado pela imprensa, a procura por procedimentos estéticos voltados ao tratamento da flacidez aumentou quase 40% em 2024 segundo pesquisa da ISAPS, refletindo uma mudança no perfil dos pacientes e nas demandas clínicas.
Entre os fatores que impulsionam esse crescimento estão:
- envelhecimento populacional
- maior busca por rejuvenescimento natural
- emagrecimento acelerado
- maior acesso à estética avançada
Nesse cenário, tecnologias como radiofrequência estética ganham destaque por oferecer tratamentos eficazes, seguros e com respaldo científico.
O que é radiofrequência e como ela trata a flacidez?
Radiofrequência é uma tecnologia que utiliza energia eletromagnética para aquecer os tecidos da pele e estimular a remodelação do colágeno.
Quando aplicada na temperatura terapêutica adequada, ela promove:
- contração imediata das fibras de colágeno
- estímulo à neocolagênese
- melhora da elasticidade e firmeza da pele
Esse processo acontece porque o aquecimento controlado provoca remodelação térmica da derme, estimulando a reorganização das fibras de colágeno e elastina.
Estudos científicos demonstram que esse mecanismo pode melhorar significativamente a qualidade da pele em regiões como face, pescoço, colo, abdômen, braços e glúteos.
Estudo científico avalia radiofrequência no tratamento da flacidez
Um estudo clínico avaliou a eficácia da radiofrequência bipolar de 27,12 MHz utilizando o equipamento Hooke no tratamento da flacidez da pele nas regiões de colo e pescoço.
O objetivo da pesquisa foi analisar se o tratamento com radiofrequência poderia melhorar a firmeza e a qualidade da pele nas regiões de colo e pescoço, utilizando métodos de bioengenharia cutânea para mensurar a viscoelasticidade da pele antes e após o protocolo terapêutico.
A pesquisa foi conduzida com 18 mulheres, idade média de 53 anos e fototipos cutâneos I a VI.
O protocolo utilizado incluiu:
- 6 sessões de radiofrequência
- intervalo de 15 dias entre as sessões
- aproximadamente 7 minutos de aplicação efetiva por sessão
A avaliação da pele foi realizada por meio do Cutometer®, equipamento utilizado em bioengenharia cutânea para medir viscoelasticidade da pele.
Quais foram os resultados do estudo?
Os resultados mostraram melhora significativa na firmeza da pele após o tratamento.
A análise da viscoelasticidade demonstrou:
- melhora estatisticamente significativa na elasticidade da pele
- redução da extensibilidade cutânea (indicando pele mais firme)
- resultados significativos em múltiplos pontos anatômicos avaliados
Além disso, o estudo observou:
- Tolerância ao tratamento
- 22% consideraram o procedimento muito cômodo
- 33% cômodo
- 45% tolerável
Nenhuma participante classificou o tratamento como intolerável.
Esses resultados reforçam o potencial da radiofrequência como recurso seguro e eficaz para tratamento da flacidez cutânea.
Por que a radiofrequência melhora a firmeza da pele?
A firmeza da pele depende principalmente das fibras de colágeno e elastina, responsáveis por sua sustentação e elasticidade. Com o envelhecimento e fatores externos, ocorre a degradação dessas estruturas, reduzindo a densidade da pele e favorecendo o surgimento da flacidez.
A radiofrequência atua por meio de aquecimento controlado da derme, gerado pela oscilação das moléculas de água nos tecidos. Esse estímulo térmico promove a remodelação do colágeno, favorecendo a reorganização das fibras existentes e estimulando a produção de novo colágeno e elastina, processo conhecido como neocolagênese e neoelastogênese.
Qual a diferença entre radiofrequência convencional e radiofrequência de 27,12 MHz?
As tecnologias de radiofrequência utilizadas na estética podem operar em diferentes faixas de frequência. Cada configuração tecnológica possui características próprias de interação com os tecidos e pode ser utilizada em diferentes protocolos clínicos.
Em equipamentos de radiofrequência convencional, o aquecimento ocorre a partir da passagem da energia eletromagnética pelos tecidos, promovendo aumento controlado da temperatura da derme e estimulando remodelação do colágeno.
Já em sistemas que operam em 27,12 MHz, o campo eletromagnético promove a oscilação das moléculas de água presentes nos tecidos, gerando aquecimento mais rápido e controlado e estimulando processos de remodelação dérmica.
Em ambos os casos, o objetivo terapêutico é semelhante:
- estimular a reorganização das fibras de colágeno
- favorecer a neocolagênese
- melhorar a firmeza e elasticidade da pele
Por isso, diferentes tecnologias de radiofrequência podem ser utilizadas na estética, dependendo da proposta terapêutica, do protocolo clínico e da tecnologia empregada.
Para entender mais sobre os mecanismos dessa tecnologia, confira também o conteúdo:
Radiofrequência: o segredo por trás dos resultados estéticos de sucesso
Tecnologias baseadas em ciência: o diferencial da IBRAMED
A radiofrequência utilizada no estudo foi desenvolvida com tecnologia nacional e aplicada em protocolos clínicos controlados.
A IBRAMED possui mais de 30 anos de experiência no desenvolvimento de tecnologias para estética, saúde e reabilitação, com forte investimento em pesquisa científica e validação clínica.
Esse compromisso com ciência e inovação garante:
- equipamentos registrados na ANVISA
- desenvolvimento tecnológico nacional
- protocolos clínicos baseados em evidências
- suporte técnico e científico ao profissional.
Essa base científica é essencial para que profissionais possam oferecer tratamentos seguros e eficazes aos pacientes.
Evidência científica no tratamento da flacidez
Os resultados do estudo demonstram que a radiofrequência bipolar de 27,12 MHz pode promover melhora significativa na firmeza e na qualidade da pele, especialmente em regiões como colo e pescoço.
A análise da viscoelasticidade cutânea evidenciou melhora estatisticamente significativa após o protocolo de tratamento, reforçando o potencial da radiofrequência como uma tecnologia eficaz e segura para estimular a remodelação do colágeno e melhorar a sustentação da pele.
Com mais de 30 anos de atuação no desenvolvimento de tecnologias para estética, saúde e reabilitação, a IBRAMED mantém forte investimento em pesquisa científica e inovação, contribuindo para a evolução de tratamentos estéticos baseados em evidências.
FAQ – Radiofrequência no tratamento da flacidez
A radiofrequência realmente funciona para flacidez?
Sim. Estudos científicos demonstram que a radiofrequência pode estimular a remodelação do colágeno, melhorar a viscoelasticidade da pele e aumentar sua firmeza ao longo das sessões de tratamento.
Quantas sessões de radiofrequência são necessárias para tratar flacidez?
O número de sessões pode variar conforme o protocolo e a área tratada. Em estudos clínicos, protocolos com múltiplas sessões e intervalos regulares demonstram melhora significativa na qualidade da pele.
Qual a temperatura ideal da radiofrequência para estimular colágeno?
Protocolos clínicos geralmente buscam atingir temperaturas terapêuticas na pele entre 40 °C e 42 °C, faixa considerada adequada para estimular remodelação do colágeno sem causar danos teciduais.