O objetivo do estudo foi identificar os protocolos de criolipólise descritos na literatura e comparar seus resultados clínicos.
Ao todo, os autores analisaram 32 artigos científicos. A maior parte dos estudos avaliou a criolipólise em regiões como abdômen, flancos, braços, parte interna das coxas e região submentoniana.
Os pesquisadores observaram principalmente:
- temperatura utilizada;
- tempo de exposição ao frio;
- número de sessões;
- número de ciclos;
- região corporal tratada;
- tipo de aplicador;
- presença de reperfusão após o procedimento;
- redução de gordura e melhora do contorno corporal.
Principais resultados encontrados
A revisão mostrou que a criolipólise apresentou resultados positivos na maioria dos protocolos avaliados.
De forma geral, a literatura aponta redução significativa de gordura localizada,com resultados que podem chegar a aproximadamente 20% após o tratamento, dependendo do protocolo, da área tratada e da avaliação individual.
A temperatura mais utilizada nos estudos ficou próxima de -10 °C. Também foram encontrados protocolos com temperaturas próximas de -11 °C, -7 °C e -5 °C.
Esse dado mostra que o resultado da criolipólise não depende apenas da temperatura. O tempo de aplicação, a região tratada, o tipo de aplicador e o número de ciclos também influenciam diretamente a resposta clínica.
Como a criolipólise age no tecido adiposo?
A criolipólise atua por meio do resfriamento seletivo do tecido adiposo.
Esse frio controlado provoca alterações nos adipócitos, células responsáveis pelo armazenamento de gordura. Como consequência, ocorre um processo inflamatório local e gradual, associado à apoptose dos adipócitos.
Em outras palavras, a técnica estimula a eliminação progressiva das células de gordura pelo próprio organismo.
Por isso, os resultados não são imediatos. Eles acontecem ao longo das semanas seguintes ao procedimento, conforme o corpo responde ao estímulo gerado pela tecnologia.
Existe um protocolo ideal de criolipólise?
Segundo a revisão, ainda não existe um protocolo único considerado ideal para todos os casos.
Embora os estudos tenham mostrado resultados positivos, eles utilizaram parâmetros diferentes. Isso dificulta a escolha de um único modelo como o mais eficaz.
Na prática, esse é um achado muito relevante.
Ele reforça que a criolipólise deve ser aplicada com avaliação individual, considerando:
- quantidade de gordura localizada;
- espessura da prega adiposa;
- região do corpo;
- objetivo do tratamento;
- contraindicações;
- tipo de tecnologia utilizada;
- segurança do paciente.
A revisão sugere que temperaturas mais baixas, associadas a tempos menores e a maior número de ciclos, podem ser uma possibilidade promissora. No entanto, os autores destacam que novos estudos ainda são necessários para confirmar essa hipótese.
Segurança da criolipólise
O estudo reforça que a criolipólise é uma técnica segura quando bem indicada e aplicada corretamente.
A literatura mostra que o resfriamento consegue atingir o tecido adiposo sem causar danos importantes às camadas mais superficiais da pele.
Ainda assim, a avaliação prévia é indispensável. Uma boa anamnese ajuda a identificar contraindicações, reduzir riscos e definir o protocolo mais adequado para cada paciente.
Entre os efeitos transitórios relatados na literatura estão vermelhidão, edema, dormência, desconforto local e alteração temporária de sensibilidade.
Por que esse estudo é importante?
A importância desse estudo está em organizar o que a ciência já sabe sobre a criolipólise e apontar o que ainda precisa ser melhor investigado.
Para profissionais da estética e da saúde, a revisão reforça que a tecnologia tem respaldo científico, mas exige domínio técnico.
Não basta escolher uma temperatura ou repetir um protocolo padrão. O resultado depende da associação entre avaliação clínica, parâmetros adequados, equipamento seguro e conhecimento profissional.
Esse olhar fortalece uma estética mais científica, personalizada e responsável.
Criolipólise baseada em evidências: o que fica para a prática clínica
A criolipólise segue como uma das principais tecnologias não invasivas para gordura localizada e contorno corporal.
A revisão publicada em 2025 reforça sua segurança e eficácia, mas também mostra que ainda não há consenso sobre o melhor protocolo em relação a tempo, temperatura, área de aplicação e número de ciclos.
Para o profissional, a mensagem é clara: bons resultados dependem de tecnologia, conhecimento e avaliação individual.
Na IBRAMED, ciência e inovação caminham juntas para desenvolver soluções que apoiam uma prática clínica mais segura, moderna e baseada em evidências.
Quer se aprofundar nos achados da revisão? Acesse o estudo científico completo e entenda como diferentes protocolos de criolipólise foram avaliados na literatura.