Criolipólise: estudo revisa protocolos e reforça a segurança da técnica 

Criolipólise de placas na estética corporal
Revisão integrativa publicada em 2025 analisou diferentes protocolos de criolipólise e destacou os principais pontos para a prática clínica

O objetivo do estudo foi identificar os protocolos de criolipólise descritos na literatura e comparar seus resultados clínicos.

Ao todo, os autores analisaram 32 artigos científicos. A maior parte dos estudos avaliou a criolipólise em regiões como abdômen, flancos, braços, parte interna das coxas e região submentoniana.

 

Os pesquisadores observaram principalmente:

Principais resultados encontrados

A revisão mostrou que a criolipólise apresentou resultados positivos na maioria dos protocolos avaliados.

 

De forma geral, a literatura aponta redução significativa de gordura localizada,com resultados que podem chegar a aproximadamente 20% após o tratamento, dependendo do protocolo, da área tratada e da avaliação individual.

 

A temperatura mais utilizada nos estudos ficou próxima de -10 °C. Também foram encontrados protocolos com temperaturas próximas de -11 °C, -7 °C e -5 °C.

 

Esse dado mostra que o resultado da criolipólise não depende apenas da temperatura. O tempo de aplicação, a região tratada, o tipo de aplicador e o número de ciclos também influenciam diretamente a resposta clínica.

Como a criolipólise age no tecido adiposo?

A criolipólise atua por meio do resfriamento seletivo do tecido adiposo.

 

Esse frio controlado provoca alterações nos adipócitos, células responsáveis pelo armazenamento de gordura. Como consequência, ocorre um processo inflamatório local e gradual, associado à apoptose dos adipócitos.

 

Em outras palavras, a técnica estimula a eliminação progressiva das células de gordura pelo próprio organismo.

 

Por isso, os resultados não são imediatos. Eles acontecem ao longo das semanas seguintes ao procedimento, conforme o corpo responde ao estímulo gerado pela tecnologia.

Existe um protocolo ideal de criolipólise?

Segundo a revisão, ainda não existe um protocolo único considerado ideal para todos os casos.

 

Embora os estudos tenham mostrado resultados positivos, eles utilizaram parâmetros diferentes. Isso dificulta a escolha de um único modelo como o mais eficaz.

 

Na prática, esse é um achado muito relevante.

 

Ele reforça que a criolipólise deve ser aplicada com avaliação individual, considerando:

A revisão sugere que temperaturas mais baixas, associadas a tempos menores e a maior número de ciclos, podem ser uma possibilidade promissora. No entanto, os autores destacam que novos estudos ainda são necessários para confirmar essa hipótese.

Segurança da criolipólise

O estudo reforça que a criolipólise é uma técnica segura quando bem indicada e aplicada corretamente.

A literatura mostra que o resfriamento consegue atingir o tecido adiposo sem causar danos importantes às camadas mais superficiais da pele.

Ainda assim, a avaliação prévia é indispensável. Uma boa anamnese ajuda a identificar contraindicações, reduzir riscos e definir o protocolo mais adequado para cada paciente.

Entre os efeitos transitórios relatados na literatura estão vermelhidão, edema, dormência, desconforto local e alteração temporária de sensibilidade.

Por que esse estudo é importante?

A importância desse estudo está em organizar o que a ciência já sabe sobre a criolipólise e apontar o que ainda precisa ser melhor investigado.

Para profissionais da estética e da saúde, a revisão reforça que a tecnologia tem respaldo científico, mas exige domínio técnico.

Não basta escolher uma temperatura ou repetir um protocolo padrão. O resultado depende da associação entre avaliação clínica, parâmetros adequados, equipamento seguro e conhecimento profissional.

Esse olhar fortalece uma estética mais científica, personalizada e responsável.

Criolipólise baseada em evidências: o que fica para a prática clínica

A criolipólise segue como uma das principais tecnologias não invasivas para gordura localizada e contorno corporal.

 

A revisão publicada em 2025 reforça sua segurança e eficácia, mas também mostra que ainda não há consenso sobre o melhor protocolo em relação a tempo, temperatura, área de aplicação e número de ciclos.

 

Para o profissional, a mensagem é clara: bons resultados dependem de tecnologia, conhecimento e avaliação individual.

 

Na IBRAMED, ciência e inovação caminham juntas para desenvolver soluções que apoiam uma prática clínica mais segura, moderna e baseada em evidências.

 

Quer se aprofundar nos achados da revisão? Acesse o estudo científico completo e entenda como diferentes protocolos de criolipólise foram avaliados na literatura.