O ultrassom microfocado vem ganhando cada vez mais espaço entre as tecnologias utilizadas para rejuvenescimento facial não invasivo. A proposta é clara: estimular a remodelação dos tecidos, favorecer a produção de colágeno e melhorar a firmeza da pele sem cortes, sem cirurgia e com menor tempo de recuperação.
Um novo estudo clínico prospectivo reforça esse potencial ao avaliar, de forma tridimensional, o efeito lifting facial promovido por um protocolo de ultrassom microfocado de aplicação dinâmica.
Publicado em 2026, na Revista FT, o artigo “Avaliação tridimensional do efeito Lifting Facial com ultrassom microfocado de aplicação dinâmica: estudo clínico prospectivo”, de autoria de Marcelo Januzzi Santos, analisou os efeitos da tecnologia em pacientes com flacidez facial leve a moderada.
Estudo avaliou o efeito lifting com imagem tridimensional
O grande diferencial do estudo foi a forma de avaliação dos resultados.
Em vez de considerar apenas fotografias convencionais ou a percepção visual, o pesquisador utilizou a estereofotogrametria tridimensional, por meio do sistema Vectra H2, para mensurar objetivamente o deslocamento dos tecidos faciais antes e depois do tratamento.
Na prática, isso permitiu observar em milímetros o quanto houve de elevação tecidual após a aplicação do ultrassom microfocado.
Foram avaliados 20 pacientes adultos, entre 30 e 65 anos, com queixa de flacidez facial leve a moderada e perda de definição do contorno mandibular. Todos passaram por avaliação inicial, registro tridimensional antes do procedimento e nova análise após 90 dias.
Como o ultrassom microfocado foi aplicado no estudo
O tratamento foi realizado com o Visage, equipamento de ultrassom microfocado da IBRAMED, utilizando transdutores de 4,5 mm e 3,0 mm.
Essas profundidades foram escolhidas para atuar em diferentes camadas do tecido. O transdutor de 4,5 mm tem como alvo estruturas mais profundas, como o SMAS, enquanto o de 3,0 mm atua na derme profunda, região diretamente relacionada à remodelação de colágeno e melhora da firmeza cutânea.
Outro ponto importante foi a técnica de aplicação dinâmica. O protocolo utilizou vetores ascendentes e oblíquos, associados ao reposicionamento manual prévio dos tecidos faciais. Essa estratégia buscou direcionar a energia de forma organizada, respeitando linhas de tração facial e favorecendo o efeito lifting.
Resultado: elevação média de 3,99 mm após 90 dias
Após 90 dias, a análise tridimensional demonstrou efeito lifting mensurável em todos os pacientes avaliados.
A média geral de elevação tecidual foi de 3,99 mm, com variação entre 2,2 mm e 5,7 mm. O estudo também observou equilíbrio entre os dois lados da face, com média de 4,01 mm no lado direito e 3,97 mm no lado esquerdo.
Além da medida objetiva, os resultados clínicos apontaram melhora do contorno mandibular, redução da flacidez submentoniana e maior definição cervicofacial na maioria dos pacientes.
A análise estatística confirmou diferença significativa entre o antes e depois do tratamento, com p < 0,001, reforçando que os resultados observados foram relevantes do ponto de vista clínico e estatístico.
Segurança também foi observada no acompanhamento
O estudo não registrou efeitos adversos significativos durante ou após o procedimento.
Foram relatados apenas eritema temporário e dois casos de petéquias superficiais, possivelmente associados ao arrasto do transdutor sobre a pele. Não houve ocorrência de queimaduras, parestesias, paralisias motoras, hematomas, edema persistente ou intercorrências vasculares.
Esse dado reforça a importância da técnica, da padronização dos vetores de aplicação e do domínio profissional no uso do ultrassom microfocado.
Por que esse estudo é relevante para a estética?
A flacidez facial é uma das principais queixas relacionadas ao envelhecimento. Com o passar dos anos, ocorre perda de sustentação dos tecidos, redução da elasticidade da pele, alterações nos compartimentos de gordura e mudanças no contorno cervicofacial.
Nesse contexto, o ultrassom microfocado se apresenta como uma alternativa não invasiva para pacientes que buscam melhora da firmeza e efeito lifting sem recorrer a procedimentos cirúrgicos.
O estudo é relevante porque mostra esse efeito de forma objetiva, por meio de análise tridimensional. Isso fortalece a compreensão científica da tecnologia e contribui para uma prática clínica baseada em evidências.
Outro ponto de destaque é a avaliação de uma tecnologia nacional. O uso do Visage, da IBRAMED, evidencia o avanço da indústria brasileira no desenvolvimento de equipamentos eletromédicos voltados à estética profissional, com aplicação clínica, inovação e embasamento científico.
Ultrassom microfocado e inovação nacional
Os resultados apresentados no estudo reforçam o potencial do ultrassom microfocado como recurso para lifting facial não invasivo, especialmente em casos de flacidez leve a moderada.
Com média de elevação tecidual próxima de 4 mm, melhora do contorno mandibular e ausência de intercorrências significativas, o artigo contribui para ampliar a discussão científica sobre protocolos mais seguros, mensuráveis e reprodutíveis na estética.
Para a IBRAMED, esse tipo de evidência fortalece um posicionamento que une tecnologia, ciência e inovação nacional. Mais do que acompanhar tendências, o desenvolvimento de equipamentos como o Visage mostra como a engenharia brasileira pode contribuir diretamente para a evolução dos tratamentos estéticos.
Fonte: Santos, M. J. (2026). Avaliação tridimensional do efeito Lifting Facial com ultrassom microfocado de aplicação dinâmica: estudo clínico prospectivo. Revista FT, 30(158). DOI: 10.69849/d1ma9x25.
FAQ: ultrassom microfocado
O que é ultrassom microfocado?
O ultrassom microfocado é uma tecnologia não invasiva que entrega energia térmica em pontos específicos dos tecidos para estimular colágeno, retração tecidual e melhora da flacidez.
Para que serve o ultrassom microfocado facial?
Ele é utilizado em protocolos de rejuvenescimento facial, melhora da firmeza da pele, definição do contorno mandibular, redução da flacidez submentoniana e efeito lifting não cirúrgico.
Em quanto tempo aparecem os resultados do ultrassom microfocado?
Os resultados costumam ser progressivos, pois dependem do processo de remodelação tecidual e estímulo de colágeno. No estudo analisado, os pacientes foram reavaliados após 90 dias.
Qual foi o principal resultado do estudo?
O estudo demonstrou uma elevação tecidual média de 3,99 mm após 90 dias, com melhora do contorno mandibular, redução da flacidez submentoniana e maior definição cervicofacial.
Qual equipamento foi utilizado no estudo?
O estudo utilizou o Visage, ultrassom microfocado da IBRAMED, com aplicação dinâmica e transdutores de 4,5 mm e 3,0 mm.