A fotobiomodulação vem ganhando cada vez mais espaço na reabilitação e no suporte ao paciente oncológico.
Um novo estudo publicado na revista científica Supportive Care in Cancer reforçou o potencial da tecnologia na melhora dos sintomas sensoriais, equilíbrio e velocidade da marcha em pacientes com neuropatia periférica induzida pela quimioterapia.
De forma objetiva, a fotobiomodulação é uma terapia não invasiva que utiliza luz de baixa intensidade para estimular processos celulares que contribuem para a modulação dos processos inflamatórios, analgesia e regeneração.
O que o estudo sobre fotobiomodulação avaliou?
O estudo acompanhou 47 pacientes com neuropatia periférica causada pela quimioterapia, uma condição muito comum em pacientes oncológicos e que pode causar:
- dor neuropática;
- formigamento;
- perda de sensibilidade;
- dificuldade para caminhar;
- alterações de equilíbrio;
- maior risco de quedas.
Os pacientes receberam aplicações de fotobiomodulação 2 vezes por semana durante 2 semanas, utilizando comprimentos de onda de 630 nm e 850 nm ao longo do trajeto nervoso dos membros inferiores.
A pesquisa utilizou o equipamento Antares, da IBRAMED, com aplicação bilateral na região lombossacral e nos membros inferiores.
Como a fotobiomodulação atua no organismo?
A fotobiomodulação atua diretamente na atividade celular, principalmente nas mitocôndrias.
Segundo os autores, a luz vermelha e infravermelha melhora a respiração celular, reduz o estresse oxidativo e favorece mecanismos relacionados à regeneração neural.
O estudo destaca que:
- a luz vermelha (630–685 nm) favorece a função mitocondrial;
- a luz infravermelha (780–1000 nm) possui maior profundidade de penetração;
- há estímulo de fatores de crescimento importantes para regeneração nervosa;
- ocorre modulação inflamatória e redução da apoptose celular.
Quais foram os resultados da pesquisa?
Os resultados demonstraram melhora significativa nos sintomas sensoriais e funcionais dos pacientes avaliados.
Entre os principais achados do estudo, destacam-se:
- melhora significativa da dor neuropática;
- melhora do equilíbrio;
- melhora da estabilidade postural;
- aumento da velocidade da marcha;
- melhora funcional relacionada à locomoção.
Os pesquisadores observaram melhora estatisticamente significativa em testes de deslocamento postural tanto em superfícies rígidas quanto instáveis, além de melhora na velocidade da caminhada.
Outro ponto relevante é que nenhum efeito adverso relacionado à fotobiomodulação foi relatado durante o estudo.
Por que esse estudo é importante para a fotobiomodulação?
A neuropatia periférica induzida pela quimioterapia ainda possui opções terapêuticas limitadas.
O próprio estudo destaca que muitos pacientes permanecem com sintomas neurológicos meses após o término do tratamento oncológico, impactando diretamente na qualidade de vida, mobilidade e independência funcional.
Nesse cenário, a fotobiomodulação surge como uma estratégia promissora por atuar diretamente nos mecanismos celulares envolvidos na neuropatia, especialmente na disfunção mitocondrial e no estresse oxidativo.
Além disso, os autores reforçam que os ganhos observados no equilíbrio e na marcha podem contribuir para redução do risco de quedas, um dos principais problemas associados à neuropatia em pacientes oncológicos.
Fotobiomodulação na prática clínica
A fotobiomodulação vem sendo cada vez mais incorporada à prática clínica em diferentes áreas da saúde e reabilitação.
Hoje, a tecnologia já é amplamente utilizada em protocolos voltados para:
- analgesia;
- recuperação muscular;
- reparo tecidual;
- regeneração nervosa;
- pós-operatório;
- reabilitação funcional;
- suporte em tratamentos oncológicos.
A evolução dos equipamentos e dos protocolos clínicos tem ampliado ainda mais as possibilidades terapêuticas da tecnologia.
Antares IBRAMED: tecnologia aplicada à fotobiomodulação
O estudo utilizou o Antares®, equipamento de fotobiomodulação da IBRAMED, reforçando a presença da tecnologia nacional em pesquisas científicas internacionais.
A linha de fotobiomodulação da IBRAMED foi desenvolvida para oferecer:
- alta performance clínica;
- diferentes comprimentos de onda;
- aplicadores versáteis;
- protocolos baseados em evidências;
- segurança terapêutica;
- suporte técnico e científico especializado.
Além da tecnologia embarcada, a IBRAMED também investe continuamente em pesquisa científica, validação clínica e capacitação profissional por meio do IBRAMED Academy.
Ciência, tecnologia e inovação na evolução da fotobiomodulação
A fotobiomodulação segue ampliando sua relevância clínica dentro da saúde e da reabilitação.
Os resultados apresentados neste estudo reforçam o potencial da tecnologia no manejo da neuropatia periférica induzida pela quimioterapia, mostrando benefícios importantes na dor, equilíbrio, funcionalidade e marcha dos pacientes.
Com investimento contínuo em inovação, pesquisa e validação científica, a IBRAMED fortalece sua atuação no desenvolvimento de tecnologias que unem ciência, segurança e aplicabilidade clínica.
FAQ
O que é neuropatia periférica induzida pela quimioterapia?
É uma alteração neurológica causada pela toxicidade de alguns quimioterápicos nos nervos periféricos.
Os sintomas mais comuns incluem dor, formigamento, perda de sensibilidade, fraqueza muscular e alterações no equilíbrio.
A fotobiomodulação pode ajudar pacientes oncológicos?
Sim. Estudos mostram que a fotobiomodulação pode auxiliar na redução de sintomas neuropáticos, melhora funcional e qualidade de vida em pacientes submetidos à quimioterapia.
Como a fotobiomodulação atua na regeneração neural?
A tecnologia atua estimulando processos celulares relacionados à função mitocondrial, produção de ATP, modulação inflamatória e redução do estresse oxidativo.
Qual comprimento de onda foi utilizado no estudo?
O estudo utilizou comprimentos de onda de 630 nm e 850 nm aplicados ao longo do trajeto nervoso dos membros inferiores.